Manter a promessa feita pelo G-8 aos Pobres

Maputo, 14 de Julho de 2006 – Neste sábado, os países que compõem o Grupo dos 8 (G8) farão em São Petersburgo (Rússia) sua reunião anual. “Para que o encontro tenha resultados significativos, é necessário que resulte em passos concretos para a melhoria das condições de vida dos mais pobres e não se limite � ajuda monetária” - destaca o administrador do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Kemal Dervis, a propósito da reunião organizada pelos países mais industrializados do mundo que é acompanhada com bastante interesse pelos países em desenvolvimento.

“O auxílio financeiro funciona melhor quando as nações em desenvolvimento podem moldar os seus próprios caminhos, utilizando bons conselhos de inúmeros parceiros, o que inclui não apenas o G8, mas também os vizinhos e países de outras nações emergentes” - ressalta.

O encontro de sábado será seguido de uma reunião com algumas nações em desenvolvimento, um momento que o administrador considera importante para firmar parcerias. “Na segunda, os líderes do G8 se encontrarão com representantes da China, Brasil, Índia, México e África do Sul. Esse compromisso com as potências emergentes do mundo em desenvolvimento deve ser estreitado e institucionalizado para dar a esses encontros uma maior legitimidade global”, diz Dervis.

Na última reunião do G8 — que aconteceu na Escócia, no ano passado —, o grupo assumiu o compromisso de ajudar a diminuir a extrema pobreza, concordou em cancelar as dívidas de países muito endividados e pobres, e prometeu uma ajuda de US$ 50 bilhões anuais até 2010 para o desenvolvimento, além de dobrar a assistência para a África. “E, talvez o mais importante de tudo, eles garantiram que iriam apoiar uma conclusão dos acordos globais de comércio numa perspectiva pró-pobre, com o compromisso de cortar seus próprios subsídios agrícolas que desequilibram o mercado e derrubar as barreiras para a importação dos países menos desenvolvidos”, afirma Dervis. A iniciativa de alívio da dívida, ressalta o administrador do PNUD, beneficiou poucos países. Só para o Iraque, por exemplo, foram US$ 14 bilhões do total dos US$ 23 bilhões perdoados pelos credores em 2005.

“Como registrado pela OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico), a assistência oficial para o desenvolvimento aumentou de US$ 52 biliões, em 2001, para US$ 106 biliões em 2005, aparentemente dobrando em apenas quatro anos. Mas, quando se considera a inflação do período e a queda do valor do dólar (moeda em que a receita é oficialmente calculada), o real crescimento na assistência económica acaba sendo perto de um terço menor nestes quatro anos. E uma grande parte dos ganhos em 2005 veio do alívio de dívidas, o que provavelmente não acontecerá novamente”, salienta.

“Apenas uma boa governação e políticas económicas que apoiem o crescimento equitativo podem transformar a assistência em mudanças duradouras”, ressalta.

O Grupo dos 8 é composto pelos seguintes países: Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido e Rússia.

Para mais informações, é favor contactar Nelson Xavier, Oficial de Informação Pública do PNUD.

Telemóvel: + 258 82 3140600

Escritório : + 258 21 481438

E-mail: nelson.xavier@undp.org

UNDP is the UN’s global development network, advocating for change and connecting countries to knowledge, experience and resources to help people build a better life. We are on the ground in 166 countries, working with them on their own solutions to global and national development challenges. As they develop local capacity, they draw on the people of UNDP and our wide range of partners.

eZ publish™ copyright © 1999-2009 eZ systems as